A GUERRA DA TRANSPOSIÇÃO
E junto com
esta ótima notícia, o Presidente da República, Michel Temer, veio a Campina
Grande pela manhã, para conhecer as obras do complexo Habitacional Aluísio
Campos, antes de seguir para Monteiro, no alto sertão da Paraíba, onde
inaugurou oficialmente à tarde, a chegada das águas e enfim, a tão esperada
transposição do Rio São Francisco. Mas, no percurso das águas, até chegar aos
destinos finais, surgiram vários aproveitadores para fazer sua auto-imagem ou
seu marketing, frente à grandiosidade da obra e despeitar, da alegria do povo
nordestino que vibra com a conclusão da obra, que levou mais de cem anos para
sair do papel e ser finalmente colocada em prática, através dos canais de elevação
e de captação da água, na qual, pode ser realmente controlada e limitada a
necessidade que se pede para uma determinada região.
Nessa novela
da chegada das águas, apareceram vários pais querendo ser o “pai da criança”,
como, se algum político fosse o verdadeiro DONO da transposição, ou do
deslocamento das águas paras as regiões mais necessitadas. Na verdade, o
verdadeiro dono da transposição é o povo nordestino, que sempre trabalhou e
trabalha muito alimentando os cofres públicos, que é uma enorme mina de
arrecadar dinheiro e manter as regalias e benefícios da classe política em
geral. QUEM vai contestar durante décadas que se fomentou a chamada “Indústria
da SECA”? QUEM vai dizer que os carros-pipa, não eram a única solução de
milhões de nordestinos ? Essa triste realidade impulsionada e eternizada por
autoridades terá agora um fim? Não sabemos.
O que sabemos é
que, cada político, cada autoridade, cada religioso, cada artista e cada pessoa
que se pôs contra a transposição do Rio São Francisco, ajudou a aumentar o
sofrimento do sertanejo nordestino, do homem dos vincões do cariri, que Só
tinha durante décadas, a esperança de ver água suficiente somente através das
chuvas, mandadas por nosso Deus. O fato é que, nem tanto no início da obra, mas,
agora em seu percurso final pelos seus canais, aparece muita gente(políticos e
autoridades), querendo ser o autor ou o “OPERÁRIO” da transposição,
aproveitando a força incontestável das mídias digitais, para se promover e ir
fazendo seu nome para a próxima eleição, ou talvez, só para ficar mesmo na
história do povo e do homem nordestino, querendo mentes do homem e
da mulher nordestina, que tanto necessitava da chegada das águas. O que
falta para o político do século vinte e um, é ter a consciência que as coisas
estão mudando, o Nordeste não é mais como há 30 ou 40 anos atrás, onde se passava pelo povo com apertos de mão, o povo não é
tão besta, para ACREDITAR em certas histórias assim...
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