Bruno Cunha Lima, Dr Jhony e o clima de déjàvu em Campina Grande (Por Heron Cid)

 

   Dá pra dizer, sem medo de errar, que depois do então vereador Veneziano Vital (MDB), na emblemática eleição de 2004, de lá pra cá, o médico Jhony Bezerra (PSB) foi o único que conseguiu incomodar e tirar o poderoso e longevo clã Cunha Lima da zona de conforto.

   Com o realinhamento forçado, fotografado em sorrisos amarelos, entre o deputado Romero Rodrigues (Podemos) e o prefeito Bruno Cunha Lima (União), Dr Jhony começou desacreditado. Não sem razão. 

   Era um cirurgião diante de um paciente delicado na mesa de operação. Fechado o boletim do primeiro turno, o médico “forasteiro’ e estreante, alcançou performance de gente grande e forçou um imprevisível segundo turno.

   Um ‘fenômeno político’, admita-se, no front contra um azeitado e temido exército formado por praticamente, todas as forças políticas tradicionais da cidade, unidas em suas divergências por questões pragmáticas e instintos de sobrevivência.

   Na retal final, a temperatura das estratégias e o tom das falas evidenciam o acirramento dessa fase da campanha. Basta ver guias eleitorais, assistir as entrevistas, observar os debates e sentir a rua. Ou mesmo medir a acidez das redes sociais dos candidatos.

    O combate se assemelha a um ringue no qual os dois lutadores calculam o adversário, antes de desferir os golpes, sabem que não podem errar e percebem que, na dificuldade de nocaute, esgrimam uma vitória por pontos. No detalhe.

   O sentimento é palpável. A campanha do resiliente Bruno trabalha, com seus meios e forças, para conter o avanço do adversário, enquanto o destemido Jhony embala a projeção do sentimento e perspectiva de virada, nos dias finais da épica batalha.

   Atenta a esse cenário e perplexa com os contornos improváveis em que a eleição rumou, a superlativa cidade, que tanto sabe ser conservadora quanto surpreendente, se reparte entre a mensagem de ruptura e de mudança e o apelo de continuidade do modelo Cunha Lima de governar.

   Sob o slogan “100% Campina”, Bruno conseguiu untar numa frente Romero, Cássio e Pedro Cunha Lima (PSDB), Arthur Bolinha (PL) e até Veneziano Vital – justamente aquele que fora, até então, o último atrevido a desafiar a lógica e arrebatar o poder das mãos da icônica oligarquia. Herdeiro dela, o prefeito luta para evitar que a história se repita… Vinte anos depois!



Fonte: Portal MaisPB 

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