Opinião: Empresários ‘esticaram a corda’ no preço das bebidas nos eventos e agora têm a lei e a opinião pública contra eles na Paraíba

 

  Os promotores de eventos na Paraíba foram surpreendidos nesta terça-feira (11) com a sanção, por parte do governador João Azevêdo, da lei 14.074, de autoria do deputado estadual Taciano Diniz (UNIÃO). 

  A nova norma proíbe que eventos impeçam a entrada de consumidores com alimentos e bebidas comprados em outros locais, independente da venda de similares no estabelecimento. A medida vale para cinemas, teatros, estádios e arenas de shows artísticos. 

  A reclamação dos empresários foi geral, obviamente. Acompanho o setor há algum tempo e sei que nos grandes eventos, com estruturas gigantes e atrações nacionais que cobram cachês milionários, esses promotores retiram do faturamento do bar o próprio lucro. 

  Mas também sei que toda ação gera uma reação. 

  Nesse período, vi cada vez mais os preços dos produtos nos eventos, principalmente das bebidas, se tornarem exorbitantes. O protesto dos consumidores acontece sempre que pegam o cardápio e veem os valores. Às vésperas do São João de Campina Grande, um dos momentos mais esperados é quando vaza a lista das bebidas e seus respectivos preços. Sempre surpreendem com o valor altíssimo. 

  Por isso, nesta terça-feira (11), foi fácil ver a comemoração dos consumidores nos comentários das publicações sobre a lei em portais de notícias. 

  Cito a postagem do amigo comunicador e que já foi promotor de eventos, Celino Neto. Ele publicou, de forma justa, uma nota em apoio aos empresários tocando muito, nos fatos de que não houve o menor diálogo com o setor a respeito da lei e a possibilidade da Paraíba, perder grandes eventos. 

  Nos comentários, pelo menos 80% das pessoas apoiam a lei, citando, principalmente, os valores das bebidas.

  Não vejo com bons olhos o texto da lei, o fato de entrar em vigor imediatamente e a falta de discussão com os promotores de eventos, categoria afetada por uma alta carga tributária. 

  Porém não tem como negar: ninguém aguenta mais pagar R$ 250 em uma bebida que custa R$ 49,90 no supermercado. 




Fonte: www.gustavoxavier.com.br 


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